Roadtrip de Vegas à Vancouver

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Estou escrevendo esse post com certo delay, mas os acontecimentos dos últimos tempos tornam meu atraso totalmente justificável. Tanta coisa aconteceu nesse primeiro semestre de 2017 que confesso que ainda estou meio “zonza” com tanta novidade. Em outros posts contarei mais sobre a fase que vivemos em Vancouver nesse período.

O post de hoje é pra contar sobre a viagem que fizemos no meu aniversário desse ano, no mês de maio. Viemos de Vegas até Vancouver de carro e essa, até hoje, foi uma das experiências mais incríveis da minha vida. Rodamos pouco mais de 3.000 km, mas o que vimos e o que vivemos fez parecer essa distância muito menor. Em 10 dias conhecemos tantas coisas que é impossível não se sentir transformado.

Meu marido diz que eu supervalorizo as minhas experiências de viagem, mas o que posso fazer se eu realmente me sinto feliz e realizada quando viajo? A-M-O! É como se eu recarregasse minhas energias e quisésse viver muito mais, só pra poder conhecer lugares onde nunca estive 🙂

Enfim….vamos falar sobre essa loucura que fizemos rs.

Saímos de Vancouver dia 13/05 por volta das 6 da manhã e às 10:30 já estávamos em Las Vegas.  Meus cunhados e um amigo já estavam nos esperando no hotel pois a ideia era fazer essa roadtrip em grupo. Afinal, além da viagem ficar muito mais animada, ainda economizaríamos muito dividindo os custos.

Chegada em Vegas: Eu super animada e o marido com uma cara de Ok…é só Vegas hehehehe

Eu não recomendo fazer uma viagem desse porte sozinho ou em casal. A quantidade de horas dirigindo é absurda e vale muito a pena ter mais gente pra revezar o volante. Além do mais, uma dica super valiosa para economizar, é vir de carro até Seattle e de lá pra cá vir de ônibus. Isto, porque para entregar um carro alugado em outro país torna o valor da locação altíssimo. Nós fizemos desta forma e não nos arrependemos!

Foi super tranquilo pegar o carro em Vegas e entregar em Seattle. Podem fazer! A gente recomenda 🙂

Outro ponto interessante à compartilhar é que em Vegas você não precisará de carro. Alugar carro em Las Vegas é algo totalmente desnecessário, uma vez que o Uber é praticamente o meio de transporte mais utilizado por lá. Além disso, os estacionamentos são caríssimos e sem contar que, se você gostar daquela cervejinha, não poderá beber e dirigir, né?

Contarei em posts separados o que fizemos em cada uma das cidades por onde passamos e deixarei dicas do que fazer, o que comprar, o que não fazer etc para não deixar esse post muito longo. Para finalizá-lo, vou compartilhar com vocês o itinerário que fizemos e algumas impressões que tive desse tempo que passamos na estrada. Fizemos o seguinte roteiro:

 

1- Las Vegas

2- Grand Canyon

3 – Los Angeles

4 – Santa Barbara

5 – São Francisco

6 – White City

7 – Portland

8 – Seattle

9 – Vancouver

Óbviamente fizemos várias paradas no meio do caminho. Nos perdemos, nos localizamos e assim seguimos viagem atravessando 4 Estados diferentes nos Estados Unidos. A parte mais incrível dessa viagem é ir vendo como tudo vai mudando ao passo em que vamos avançando em nosso roteiro. Primeiro Nevada e aquela aparência de deserto, o calor de esturricar os neurônios e aquele céu limpo que dava até gosto de ver. Na sequência, o Arizona e, repentinamente, estávamos no meio de um cenário de filme de faroeste, com direito à vegetação totalmente diferente do que estávamos acostumados a apreciar. Posteriormente, a minha eleita Califórnia, dona de um dos territórios mais lindos dos quais já explorei. O caminho pela Highway 101 é praticamente um show de belezas naturais que, apesar de mais longo e mais cansativo, é totalmente válido de fazer só pra aproveitar o cenário incrível que oscila entre montanhas e praias paradisíacas.

Em algum lugar dos Estados Unidos

Nossa parada em São Francisco foi rápida, mas deu pra visitar os pontos turísticos e pra decidir que nunca moraríamos lá. E sim, eu sei que todo mundo fica maluco quando digo isso, mas se tem algo que SF não é, é uma cidade prática. Gente, tem tanta ladeira, mas tanta ladeira naquele lugar, que fico pensando em como não deve ser a vida dos cadeirantes. Depois que você acostuma a viver sem carro, tendo tudo bem ali, à poucos passos de distância como é o caso da vida que levamos em Vancouver, pensar que vai ter que deixar um pulmão pra trás toda vez que quiser sair pra almoçar ou pra tomar um café por conta do tanto de ladeira que vai subir, me causa pânico.

E então vocês devem estar se perguntando: mas não tem transporte público? Os bondinhos não funcionam? Não dá pra adotar a bike? E eu repito: quando digo que valorizo fazer tudo à pé, não significa que eu não quero depender de carro, mas que eu não quero depender de transporte nenhum, inclusive a bicicleta ahauhauhauha. Eu adoro essa vida de ir pro trabalho à pé, ir ao mercado, ao cinema ou à balada apenas caminhando gente. Pra mim esse é o ponto mais valioso da minha vida aqui no Canadá. Isso sim é qualidade de vida pra essa Paulistana que vos escreve.

Na foto à seguir, vejam a ladeira mais famosa de SF, a Lombard St. É linda, né? Agora vai subir e descer isso aí todo dia pra você ver hehehehehe Academia é para os fracos, no caso, eu!

Lombard Street – San Francisco 2017

Lembrem-se que eu estava acostumada a dirigir de 4 à 6 horas por dia para ir e voltar do trabalho. Poder viver sem essa dependência pra mim é o céu!

Enfim, São Francisco  é linda mesmo, é tudo aquilo que vemos nos filmes e seriados, mas não é nada prática. A visita vale super à pena e deve ser feita se você está planejando uma viagem à Califa amada de todos nós.

Viagem à San Francisco_May_2017

 

Ao longo da estrada, a Califórnia vai cedendo espaço à Oregon e logo notamos isso, pela mudança de vegetação. As montanhas, que antes estavam verdes e repletas de árvores, agora apresentam certo resquício de neve em seus picos e então é como se você tivesse mudado de país, mas na verdade só mudou de estado mesmo hehehe.

Em Oregon nosso objetivo era um só: Outlets! Outlets! Outlets!

No entanto, a surpresa foi ainda maior quando tivemos a chance de nos hospedar numa cidade fofa chamada White City e que, como acontece em toda boa roadtrip, estava totalmente fora do planejamento. Depois de passarmos a noite nesse charme de cidade, seguimos viagem focados (quando digo focados quero dizer minha cunhada e eu) em estourar todos os cartões de créditos que estivessem ao nosso alcance (brincadeirinha…não..péra…não…ops..brincadeirinha sim). Para quem não sabe, Oregon é um daqueles lugares nos EUA onde não há a incidência de impostos nos produtos e serviços, logo, é bem mais barato comprar lá do que na Flórida por exemplo. Também não tem aquele tanto de farofeiro turista nos outlets. No caso, só tinha minha cunhada e eu mesmo hauhahauhuaha.

Com os guarda-roupas renovados e 5 malas a mais para carregar, seguimos para passar a noite em Portland pois, àquela altura da viagem, já estávamos exaustos e ainda teríamos que dirigir cerca de 6 horas para chegarmos ao destino final: Vancouver.

A passada por Seattle foi muito rápida, mas já tínhamos ido lá outras vezes e não quisemos dispender muito tempo na cidade senão para almoçar e nos preparar para entregar o carro e pegar o ônibus. Chegamos em Vancouver ainda no entardecer e com aquela sensação de dever cumprido!

Sem sombra de dúvidas, até hoje, essa foi a viagem mais incrível da minha vida. Passar esse tempo com nossa família depois de tanto tempo sem vê-los foi o toque especial que faltava para recarregar nossas energias e enfrentar o que estava por vir.

Espero que tenham curtido esse post amados.

Beijos

Danielle Roseno

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