Virei Canadense – Tudo sobre o nosso landing

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Eu costumo dizer ao meu marido que, desde que decidimos seguir a nossa jornada juntos e, à cada novo ano, fazemos algo extraordinário que só tem nos levado à progredir mais e mais. No primeiro ano compramos uma casa, superamos reforma, nos matamos de trabalhar pra pagar preparamos uma festa de casamento incrível, aprendemos a conviver e superamos a fase de adaptação do início do casamento. Também aprendemos a suportar o outro durante alguns episódios de violência que, de certa forma, foram nosso gatilho para iniciar o nosso plano Canadá. Dos dois últimos anos pra cá, nossa parceria se tornou ainda mais necessária e juntos enfrentamos a dor e a alegria de recomeçar a vida como imigrantes em outro país. Esse, de longe, tem sido o maior desafio que já encaramos, mas ainda bem que temos um ao outro e uma família maravilhosa para nos apoiar.

Todo esse melodrama inicial foi só pra tentar explicar um pouquinho sobre como me sinto, agora que, oficialmente, nos tornamos residentes permanentes aqui.

Aquela história de que passa um filme na memória é perfeitamente real pois só quem vive na pele sabe, o sofrimento que é ter que recomeçar tudo do zero, mesmo sabendo que fizemos isso num país mais justo, mais igualitário e com muito mais oportunidades do que o Brasil. Permanecer firme e forte durante todo esse período é a parte mais desafiadora e é também o que separa os meninos dos homens. Acho que hoje posso dizer que sou um mulherão da porra!

Hoje é dia 27/08/2017 e nós acabamos de fazer o nosso landing.

Para quem não sabe do que se trata, o landing é o ato pelo qual você deve sair e entrar no Canadá para validar o seu status de residente permanente. Ele é uma etapa obrigatória do processo e, técnicamente, é a última etapa também. Depois que você fizer o landing, deverá aguardar o recebimento da sua carteirinha de PR por correio, que deverá ocorrer em cerca de 60 dias.

É engraçado como todo mundo dá tão pouca importância para o landing quando, na verdade, ele é a parte mais emocionante de todo esse processo. Para mim foi como um ritual de passagem, apesar de, no meu coração, eu já me sentir parte desse país. A sensação é a de que um caminhão de concreto acabou de sair das suas costas, mas vamos à parte prática do negócio porque eu sei que é por isso que todos vocês estão aqui hhehehee

Vale lembrar que eu fiz o meu landing enquanto já morava no Canadá. Para aqueles que estão aplicando a residência permanente ainda no seu país de origem, o procedimento poderá ser um pouco diferente. No nosso caso, tudo aconteceu mais ou menos assim:

1 – Chegamos à fronteira com os Estados Unidos por volta do meio dia, munidos dos nossos passaportes e da carta de confirmação da residência permanente. Ainda no guichê dos EUA, preenchemos um formulário e informamos que faríamos um procedimento chamado FLAG POLE.

O flag pole, nada mais é do que, registrar a nossa entrada nos EUA para depois entrar no Canadá novamente. Super easy e zero estresse.

2 – Já na entrada do Canadá, informamos que estávamos ali para fazer o landing. Neste momento, o oficial nos fez as seguintes perguntas:

  • Estão viajando com alguma arma?
  • Já foram condenados por algum crime dentro ou fora do Canadá?
  • Onde vocês se conheceram? (queríamos contar a história toda, mas ele já nos cortou de cara hehehe)
  • Como vieram para o Canadá?

Vale lembrar que, apesar dele já saber todas essas respostas, é dever dele fazer perguntas aleatórias para verificar se nos contradizemos ou não. É um procedimento normal gente. Vá sem medo de ser feliz.

3 – Fomos encaminhados para uma sala maior onde eles fazem os processamentos dos vistos e onde ficam os demais oficiais atendendo aqueles que à fronteira vão por algum motivo. A partir deste momento, tivemos que aguardar cerca de 1 hora para sermos atendidos (estava vazio, mas pelo jeito todo mundo ali estava com um problemão rs).

4 – Ao chamar nosso nome, o oficial nos explicou todos os nossos deveres como residentes permanentes no Canadá. Ele também pediu para confirmarmos nossos dados pessoais e endereço para onde o nosso PR card seria enviado. Assinamos nossa confirmação de PR na frente do oficial de imigração e pronto: Tudo havia terminado bem.

Dicas:

Para quem está em Vancouver, recomendo ir até a borda de Point Roberts. Os guichês do Canadá e dos EUA estão há poucos passos de distância e isso torna todo o procedimento muito mais rápido.

É possível ir de ônibus até determinado ponto, mas eu recomendo fortemente que vocês aluguem um carro porque a viagem é longa, cansativa e o local de atendimento fica mesmo no meio do nada.

Lembrem-se de fotografar esse momento único e especial. Depois de tanto perrengue, essa é a hora de receber sua recompensa.

Nós dois com nosso PR na mão, logo após o landing.

Welcome to Canada!

 

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