Retrospectiva 2017 – O que esse ano significou para mim

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Sei que ainda temos alguns dias para o final do ano, mas essa época sempre me faz refletir demais sobre tudo o que foi feito. Onde chegamos, quais sonhos realizamos, o que não deu muito certo ou os feedbacks que recebi no geral. É nesta época que eu também começo a pensar em tudo o que eu desejo para o próximo ano, nos pontos que preciso melhorar e em como pretendo fazer tudo isso.

O ano de 2017 foi, sem dúvidas, um ano muito especial que, apesar de ter começado em meio a muita insegurança e contratempos, está terminando muito melhor do que esperávamos. Desta vez, resolvi fazer uma retrospectiva em forma de tópicos porque eu acho que me ajudará a visualizar melhor tudo o que nos aconteceu de bom, vejam:

1 – Janeiro – Medo, insegurança e MUITO estresse. 

Mês difícil e de muitos contratempos. Tudo estava ainda muito obscuro e estávamos intensamente preocupados com nosso futuro no Canadá. Eu estava trabalhando em 2 empregos e o marido tinha acabado de começar numa área totalmente diferente da dele, ainda que dentro do universo de TI. Eu acabei ficando muito estressada com toda a situação e isso afetou muito a minha saúde. Acredito que tenha sido o mês mais difícil do ano pra nós.

2 – Fevereiro – Recebemos o convite da província de Ontario para aplicar a residência permanente

No segundo mês do ano, as coisas começaram a caminhar para nós.

Fizemos nosso cadastro no pool do Express Entry após a obtenção da nota do CELPIP do marido e em apenas 3 dias fomos convidados a aplicar para a residência permanente via o processo provincial  de Ontario. Eu montei toda a aplicação e estava totalmente confiante, até que, no momento de aplicar, meu anjo da guarda me orientou a não submeter o processo porque o nosso PR viria de uma maneira mais rápida sem que tivéssemos que mudar para Ontario (ufa!).

Segui minha intuição e fui contra os conselhos de todos ao meu redor. Naquela altura do campeonato as pessoas diziam: antes vale um pássaro na mão do que dois voando.

Pois eu agarrei nas pombas voadoras e segui meu sexto sentido. Ainda bem! hehehehe

3 – Março – a empresa começa a decolar

No mês de março dei uma aquietada no faxo da questão do PR e foquei 100% no trabalho.

Nosso ritmo estava tão acelerado que a necessidade de contratar alguém começou a bater na porta. Até então, eu levava a Goal Travel como um trabalho extra, uma vez que eu tinha um emprego num escritório de imigração e atendia pouquíssimos clientes de consultoria educacional.

Nesta época, começamos a ver os resultados dos primeiros casos que pegamos e as indicações começaram a ficar mais intensas. Neste mês eu recebi o primeiro sinal de que estávamos indo pelo caminho certo.

Além disso, eu também fui aprovada para o curso de Direito de Imigração na Universidade de British Columbia (UBC).

4 – Abril – Recebemos o convite para aplicar a residência permanente

Em abril o tão sonhado email pipocou na minha caixa. Era oficial. Havíamos recebido o invitation to apply pelo meu perfil no Express Entry.

A preparação para o processo foi tão grande, que eu já estava com todos os documentos prontos para serem enviados. A única coisa que fizemos foram os exames médicos e submetemos a aplicação em apenas 4 dias.

Até a data da aplicação eu revisei o processo mais umas mil vezes e em todas elas alterei alguma coisa. Naquele momento cheguei a conclusão de que não tem jeito: quando se trata do SEU processo, você sempre encontrará um defeito ou tentará melhorar o que já está pronto.

5 – Maio – escritório físico, viagem ao Grand Canyon, Califórnia e Vancouver com a família

No mês do meu aniversário, aproveitamos para desestressar um pouquinho fazendo uma roadtrip com meus cunhados e um amigo. Sem sombra de dúvidas essa foi a viagem mais incrível que eu já fiz na vida e eu tive a chance de passar o meu dia num lugar muito especial: o Grand Canyon.

Durante a viagem, recebemos uma atualização da imigração solicitando nossos antecedentes criminais do Canadá e esse também foi o mês em que inauguramos nosso escritório físico em Vancouver.

A empresa estava indo de vento em polpa e eu só tinha razões para agradecer.

6 – Junho – Problemas profissionais, medo e instabilidade

Logo após o meu retorno da viagem, tive alguns problemas profissionais no escritório onde eu trabalhava. Depois de muitos salários atrasados e outras questões chatas o suficiente para não expor aqui, comecei a pensar sériamente em focar apenas na Goal Travel e dedicar energia somente ao meu negócio. Ao mesmo tempo, meu processo de PR ainda não havia sido aprovado e eu tinha muito medo de deixar meu emprego para encarar algo próprio num lugar onde eu nem sabia se poderia ficar.

Pra ajudar, nesta mesma época uma parceira nos traiu.

A empresa da qual recebíamos muitas indicacões e com a qual tínhamos um acordo de exclusividade, resolveu que enviaria TODOS os clientes para outras consultorias educacionais sem nos dar, sequer, um aviso prévio. A justificativa? Estávamos crescendo muito rápido e eles tinham medo de não conseguirmos atender.

Não preciso dizer que isso quase me causou um infarto, né?

7 – Julho – Aprovação do nosso PR, novos rumos para a empresa, tempo de inovar

Até o mês de julho, a situação no trabalho só piorava. Meus salários estavam atrasando cerca de 15 dias e eu sem coragem de pedir demissão por conta do PR.

Nesta mesma época, decidi dar novos rumos para a empresa e tentar deixá-la o mais independente possível de parceiros e indicacões de terceiros. Começamos a trabalhar forte na estruturacão da Goal Travel e mudanças foram desenhadas para que púdessemos alcançar nossos objetivos.

Em meio a uma maré ruim, recebi o tão desejado email com o pedido dos passaportes. Nosso PR estava aprovado. Era hora de agir.

8 – Agosto – Mudar, mudar, mudar

Enviados os passaportes, eu fui tomada por uma força e uma confiança fora do normal.

Eu tinha apenas 12 dias para efetivar a matrícula na Universidade e fazer o pagamento.

Assim, decidi que ia estudar e alcançar minha independência como escritório de imigração e consultoria educacional. Tomei coragem e pedi demissão. Entretanto e apesar de não ter nenhuma obrigação, dei um aviso prévio de 45 dias para a minha supervisora e me dispus a treinar o novo analista de vistos.

Neste mês, eu contratei 3 novos funcionários e começamos a colocar toda a energia possível na empresa. Eu estava trabalhando cerca de 15 horas por dia e, apesar do cansaço,

tinha certeza de que colheria os resultados futuramente.

9 – Setembro – Novas habilidades, faculdade pública no Canadá e 2 empregos

Em setembro a situacão de cumprir aviso prévio, dar conta da empresa e começar a faculdade me trouxe muito estresse. Eu tinha TANTA coisa pra fazer, prazos para cumprir, gente pra atender e auxiliar que achei que fosse ter um treco.

Acima de tudo e de todos sempre estiveram os meus clientes. Quem me conhece sabe que eu faço o impossível para atendê-los de forma rápida e eficaz, independentemente do que esteja acontecendo comigo.

Foi um mês complicado por causa da quantidade de trabalho e do ritmo da faculdade, mas eu permaneci lá: firme e forte.

10 – Outubro – Novo escritorio, empresa crescendo e liberdade para empreender.

O mês de outubro foi um mês muito importante pro meu crescimento como pessoa e como empresária.

Primeiro porque eu precisei rever muitos procedimentos internos, tive que providenciar uma estrutura melhor para os funcionários, tive problemas incessantes para resolver e tive que me posicionar como dona de tudo aquilo para que as coisas saíssem do papel. Neste mês, efetivei minha primeira demissão e encarei funções novas em pról da empresa e dos clientes.

11 – Novembro – Aprendendo a administrar uma empresa, gerir pessoas e administrar prejuízos

O mês de novembro foi muito parecido com os dois anteriores e a quantidade de trabalho estava insana. Neste mês também sofremos outro disapontamento com um de nossos parceiros, mas desta vez, foi ainda pior porque não se tratava apenas de uma parceria, mas uma contratação de serviços. Outras pessoas diriam que foi golpe, mas não gosto de pensar assim. No meu vocabulário, é apenas mau caratismo mesmo.

Neste mês, aprendi que temos que tomar muito cuidado com quem prega demais a palavra de Deus nas redes sociais e gosta de posar de santa injustiçada. De boas intenções o inferno está cheio e o que tem de lobo em pele de cordeiro espalhado por aí, não está escrito.

Entubamos o prejuízo, mas ainda estamos digerindo a falta de caráter.

Faz parte da vida, né amigos? Fazer o quê? Eu pelo menos coloco a cabeça no travesseiro e durmo bem tranquila.

Tirando isso, o mês de novembro foi muito importante para o crescimento da nossa equipe. A cada dia tenho certeza de que posso ter cometido alguns erros na minha jornada como empresária, mas cometi muitos outros acertos que os compensam, como por exemplo, a construção da equipe que tenho hoje.

Sem eles eu não seria nada e não iria a lugar algum. Talvez ainda estivesse trabalhando sozinha, na sala de casa, atendendo meia dúzia de pessoas e trabalhando pra gente irresponsável.

Sou extremamente grata a eles por todos os ensinamentos que me proporcionam e pela dedicação total à Goal Travel.

12 – Dezembro – Família, Praia, sombra e água de coco.

O mês de dezembro ainda não terminou, mas já começou do jeito que eu mais gosto: comigo viajando.

Vamos encerrar o ano ao lado da nossa família no Brasil. Veremos os amigos, comeremos a melhor comida do mundo e ainda passaremos o reveillon num lugar que eu sempre quis conhecer (segredo ainda). Independentemente do que acontecer em dezembro, eu só tenho motivos para agradecer por TUDO o que me aconteceu este ano.

A vida, sem dúvidas, tem sido muito generosa comigo e eu só espero ter saúde em 2018 pra continuar plantando coisas boas e trabalhando muito.

E você, o como foi seu 2017?

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